15 Agosto, 2008

Resumo Mídia e Poder

Que poder é esse tão tratado por Foucalt em suas obras? Será que é algo tão complexo, difícil de ser conquistado? A mídia, como meio, é um exemplo de poder, por atingir tantas pessoas oferecendo um determinado ponto de vista, que pode ou não ser aceito. Porém, como vimos na disciplina Mídia e Poder, um grande poder se legitima através de pequenos poderes. A mídia é uma ferramenta importante, mas que nunca deixemos de lembrar que ela só existe para servir ao homem, e não o homem a ela.

Todo ser humano tem seu papel, sua força, o poder de influenciar o rumo das coisas. Como aprendemos nas aulas de jornalismo, sempre há os dois lados de um mesmo fato. E deve-se levar em conta também que não há explicação para muitas coisas. Os acontecimentos são complexos, precisa haver reflexão, questionamento, uma análise epistêmica dos fatos, enxergar os dois lados, ou simplesmente encarrar que não existe uma verdade absoluta. É preciso abertura, simpatia, generosidade, tanto do homem, como do produto dele, a mídia.

Os papéis se inverteram. Não somos mais consumidores, mas sim consumidos. Nossa capacidade de escolher é quase zero hoje. São as empresas, grandes conglomerados, poderosos anunciantes que nos desejam, que lutam por mim e por você. O mais triste é pensar que deixamos de ser cidadãos, mas consumidores. Nossas crianças são alvo certo dessa batalha travada diariamente. Isso não o deixa indiganado? "Eu sou a coisa, coisamente", como no verdadeiro poema Etiqueta...

Tudo está mudando. Até as relações humanas já não são mais as mesmas. Tudo é líquido, como diz Zygmunt Bauman, leve, menor, virtual... Aonde vamos parar? O motivo de fazer tantas perguntas num texto que deveria tentar trazer algumas respostas, é que de fato não sabemos no que vai dar, aonde vamos. Acredito que através do questionamento possamos, juntos, achar respostas ou pelo menos, antecipar um futuro devastador ao homem, mas que pode ser evitado.

13 Junho, 2008

Internet social: consumistas ou consumidos?


Sabia que você vive hoje numa bolha social em que seus gostos e costumes são conhecidos por pessoas que você nem imagina conhecer? É, pode tentar se esquivar, fingir que não está ligando, mas você já faz parte dela. Orkut, blogs, sites, Flickr... Pode até ser que você não participe de todos esses grupos, mas certamente já foi descoberto por um deles sim. E você sabia que tem muita empresa doidinha da vida pra te descobrir lá, conhecer seus gostos, suas manias e disputar o seu bolso? Pois é minha gente, a coisa é meio assustadora, mas a arma também está nas nossas mãos . Essas ferramentas podem nos libertar de muitas injustiças. É o nosso canal aberto de comunicação com o mundo, com os amantes das mesmas marcas e produtos que gostamos, ou também com os aliados na luta por uma mesma causa. É lá também que muitas companhias irão nos ouvir e buscarão nos atender prontamente, para que a coisa não fique preta para o outro lado. Consumistas ou consumidos? Está nas nossas mãos!

Indico: leiam a revista B2B de maio 2008, nº 86. A matéria de capa sobre Internet social está muito boa. Ah, o Marcelo Coutinho, professor de Comunicação e Negócios na Era Digital, também da Cásper, deu entrevista e tá todo todo numa foto. :)

Eu e você: mecanizados!

Pessoal, encontrei no youtube um vídeo muito legal sobre esse novo mundo que estamos vivendo, já revelado por Aldous Huxley, em 1932. Além dos conceitos desse mundo novo, o vídeo foi sonorizado com um legítimo rock do grupo Iron Maiden, "A brave new world", e muitas imagens são do filme Laranja Mecânica. Imagine a mistura... Perfeita e de fazer qualquer um repensar e temer pelo que há de vir. Mas muito além disso, um vídeo para provocar mudanças.

http://br.youtube.com/watch?v=Y2qUD54dy4U

Alguma coisa está fora da ordem


Estava eu pensando nas relações humanas de hoje em dia e na busca pelo saber indiscriminado. Revistas, jornais, sites, blogs... é a batalha diária de estar atualizado, de participar ativamente da sociedade, de fazer parte de algo. A internet inegavelmente deu voz a todos, e isso é ótimo, porque a humanidade sobrevive disso, de trocas, de relacionamento, da democracia- com exceção a alguns países. Mas até que ponto isso está servindo de alguma coisa?

Muito se fala, muito se reclama, muito se opina. Mas quantas coisas boas saem dessa teia? Tanto espaço para debate, mas será que algo melhorou? Alguém repensou suas ações, a forma que trata o outro, o respeito por algumas práticas sociais em desuso, a cordialidade, a educação, o amor ao que é de todos? Difícil ao meu ver é acreditar nisso. Quanto falatório para tão pouco renascimento.

Hoje todo mundo tem celular, troca e-mails a todo momento- fala-se até nos viciados- usa das mais diversas tecnologias pelas facilidades que prometem, e o mais importante, pela melhoria de vida que vem embutida em tudo isso. A principal delas é a economia de tempo. O que qualquer ser do planeta quer hoje, é mais tempo para desfrutar com aqueles que ama, com atividades prazerosas, momentos de deleite. Porém, o mais triste é pensar que essas novas tecnologias nos afastam cada vez mais daquilo que tanto buscamos.

Tire um tempo para pensar em como a modernidade mudou seus costumes e valores. Avalie se você está realmente satisfeito seguindo o ritmo e as imposições dessa sociedade "feliz". Tenho certeza que após um tempo de meditação você vai descobrir algo que deve mudar. Ah, jejum de televisão e consumo moderado de internet também são indicados para esse momento. ;)

17 Abril, 2008

Brave new world

Oi, pessoal. Meu grupo da aula do prof. Dimas está desenvolvendo um trabalhao sobre o livro "Admirável Mundo Novo" escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932. A obra descreve um mundo futurista (do qual estamos muito perto de alcançar), um lugar totalmente desumano, divido por castas, onde a felicidade só pode ser alcançada a partir de um comprimido chamado de goma, uma droga ou coisa do tipo. Apenas administrando essa droguinha é que as diferentes classes sociais conseguiam viver satisfeitos com suas condições e sem conflitos. Bem, mas não vou me alongar muito porque o livro é super interessante e rende inúmeras reflexões sobre a vida que estamos levando. Vai valer a pena assistir o seminário que iremos apresentar. :-)

Queria compartilhar que este livro serviu de inspiração a vários artistas, entre eles brasileiros. A Pitty, por exemplo, compôs uma música chamada "Admirável Chip novo", assim como Zé Ramalho com sua conhecidíssima canção "Admirável Gado Novo". Dá pra conferir também o Iron Maiden com o rock "Brave New World" e a música "Soma" dos Strokes. A letra está logo abaixo.


Soma
The Strokes

Soma is what they would take when
hard times opened their eyes
saw pain in a new way
high stakes for a few names
racing against sunbeams
losing against fig trees
in your eyes
and i am stop and go
in your eyes, see
i am stop and go
in your eyes
let's go
when i saw her for the first time
lips moved as her eyes closed
heard something in his voice
and i'll be there he says
then he walks out
somehow he was trying
too hard to be like them
and i am stop and goin your eyes
and i am stopoh, darling, let me go
tried it once and they like it
and tried to hide it
says i've been doing this twenty five years
well i'm not listening no more
and these friends they keep asking for more
oh, yeah
oh, but that's it

Ombudsman da Folha se despede


Logo no começo do mês de abril, dia 06, a Folha de S. Paulo anunciou a saída do jornalista Mario Magalhães do cargo de ombudsman do jornal. Há quem comente que é um tempo de renovação do veículo, o "prenúncio de uma mudança bastante significativa na linha editorial do jornal", conforme afirma Luiz Antônio Magalhães em seu artigo "A estranha despedida do ombudsman" no Observatório da Imprensa.

Em carta de despedida, o ombudsman Magalhães comenta que o impasse com a direção da Folha começou há alguns meses, quando anunciaram que dariam fim à circulação na internet das críticas diárias do jornalista. De acordo com ele, a Folha deu um passo ousado na imprensa brasileira ao nomear um ombudsman. Radicalizou e tornou públicas as críticas antes limitadas à Redação. Expõe as vísceras do jornal.

Porém, estranha como outros jornalistas, a atitude da Folha de diminuir a transparência de um veículo jornalístico, já que o papel do ombudsman é o de esclarecer os leitores, equilibrar as notícias aos espaços de controvérsia.

Em trecho da carta, Magalhães diz: "O ombudsman incapaz de zelar pela manutenção da transparência do seu ofício carece de autoridade para combater pela transparência do jornal. Como cobrar o que se topou diminuir? A tendência mundial é de expansão da transparência das organizações jornalísticas. A novidade da Folha aparece na contramão."

Voltando para a matéria publicada por Luiz Antonio no Observatório, outros pontos são de se estranhar nessa não renovação do contrato de Magalhães. Uma das especulação seria abafar a voz de um dos jornalistas que melhor desenvolveram o papel de ombudsman, defensor dos leitores. Se quiserem acessar a matéria para ver alguns exmplos de conduta da Folha e como Magalães se opôs, dêem uma olhada no link http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480IMQ002

Essa é uma prova viva da relação mídia e poder. Se algo não é interessante a um veículo jornalístico, nada mais prático e eficiente como cortar o mau pela raíz.

06 Abril, 2008

Dica: Tudo sobre Internet no Nic.br

O texto "Por que a nova mídia é revolucionária", do Caio Túlio Costa, publicado na Revista de Pós-graduação da Cásper Líbero, número 18, fala de um novo modelo de comunicação, alinhado às mudanças impostas pelo dinamismo da internet.

Os meios de comunicação ainda não sabem bem como lidar com essas transformações, assim como nós que ainda nos pegaremos muitas vezes refletindo sobre a influência da internet em nossas vidas. Para quem se interessa pelo tema ou está desenvolvendo algum trabalho a respeito, uma dica: acessem o
http://www.nic.br/

Esse é o site do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br que disponibiliza gratuitamente indicadores, pesquisas e até palestras sobre o tema internet. Neste mesmo site, bastante confiável, é possível acessar o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação e os resultados da 3ª Pesquisa TIC Domicílios e Usuários 2007. Lá é possível descobrir quantas pessoas têm acesso a computador no Brasil, qual a frequência de uso, números de acessos à internet, redes sem fio, uso de e-mail... São dados bastante enriquecedores para qualquer pesquisa. Vale a pena acessar!